#1 Quando o cora莽茫o n茫o tem ju铆zo, a casa 茅 que paga
J谩 sabemos que a venda de uma casa 茅, muitas vezes, um processo com muita emo莽茫o 脿 mistura. H谩 uns tempos, depois de fecharmos as condi莽玫es de um neg贸cio entre as partes, e na altura da discuss茫o do CPCV, o vendedor decidiu em plena reuni茫o que afinal s贸 fazia o neg贸cio se a venda fosse por um valor superior ao combinado. Isto aconteceu presencialmente, onde estavam todas as partes. Fiquei boquiaberto, sem saber o que fazer. Os compradores acabaram por abandonar a reuni茫o e o vendedor ficou com uma m茫o cheia de nada. Depois de 鈥渞alhar鈥 com o propriet谩rio sobre este comportamento, e explicar que o valor deste neg贸cio era o melhor que era poss铆vel fazer, considerando que foi a proposta mais alta que tinha recebido em 4 anos, l谩 acordamos que fazia sentido fazer o neg贸cio nos termos originais.

De seguida, com muita calma, abordei os compradores, expliquei o peso sentimental e a frustra莽茫o que este neg贸cio tinha gerado ao propriet谩rio, e lamentei o estilo de negocia莽茫o pelo choque geracional entre ambos. Depois da poeira assentar, ambas as partes concordaram em seguir, conforme combinado.

#2 Penhoras. What else?
Uma penhora 茅 sempre um tema sens铆vel: para quem 茅 penhorado 茅 鈥減么r o dedo na ferida鈥, para quem assiste 脿 penhora 茅 como 鈥渦m fantasma e quer fugir a sete p茅s鈥. 脌s vezes, existem casos em que o propriet谩rio n茫o sabe da exist锚ncia da penhora e temos n贸s de acautelar que pagam os respetivos 贸nus.

Mas com penhoras, al茅m de 鈥渃ontrolador鈥, j谩 tive mesmo de ser um equilibrista. Tivemos um caso em que a penhora j谩 tinha sido paga, mas voltou a aparecer do nada, o que nos bloqueou o neg贸cio鈥 Tive de andar num jogo de equil铆brio entre Conservat贸ria, Finan莽as e o Tribunal para conseguir esclarecer e confirmar que estava de facto resolvida.